Liturgia

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EXPLICAÇÃO DA LITURGIA DOMINICAL

4º DOMINGO DO ADVENTO (Mt 1,18-24) – 22/12/2013

Deus escolhe José para dar ao Messias a extirpe de Davi. Aceitando o sinal divino entra no plano da salvação e colabora na obra redentora. Diferente de Acaz que não aceita o sinal de Deus – “uma virgem irá dar a luz” -, José acolhe a palavra do anjo: “Não temas receber Maria como esposa, pois o que se gerou nela é obra do Espírito Santo”. O Filho de Maria será o “Emmanuel, o Deus conosco”. A obediência torna José pai legal daquele que foi gerado pelo Espírito e, por isso, lhe cabe impor ao menino o nome de Jesus, o Salvador. Na disponibilidade de Maria e na obediência de José Deus encontra espaço para assumir a condição humana e nos salvar através do seu Filho. Essa ação do Espírito Santo se perpetua quando cada um de nós se dispõe a fazer vontade de Deus.

Frei Anacleto Luiz Gapski, OFM


3º DOMINGO DO ADVENTO (Mt 11,2-11) – 15/12/2013

João está na prisão. Ouvindo falar das obras feitas por Jesus, ele envia seus discípulos para lhe perguntar: “És tu aquele que deve vir?” João pregara um Messias como juiz severo. Mas Ele não veio assim: não condena pecadores, não varre os injustos, come com eles, faz-se amigo deles. Veio para consertar o que se quebrara; traz palavras de paz. Jesus responde à pergunta: “Diga a João o que está acontecendo: cura dos cegos, surdos, mudos, aleijados, mortos ressuscitam; o Evangelho é anunciado aos pobres”. Sinais de salvação. A passagem nos convida e desafia a que nunca condenemos, mas busquemos recuperar nossos irmãos que se desviaram. O amor de Deus Pai é um sol que vem para bons e maus. Nossa missão é a de sermos sol de amor, perdão, misericórdia: sermos profetas do Reino.

Frei Walter Hugo de Almeida, OFM


IMACULADA CONCEIÇÃO (Lc 1,26-28) – 08/12/2013

O anuncio do anjo a Maria coloca a obscura cidade de Nazaré no centro da história. Maria, mesmo sem entender completamente tudo o que se passava, dá o seu sim, abrindo-se ao mistério de Deus que se revelava na sua vida. No breve diálogo entre esta jovem mulher e o mensageiro de Deus realizam-se todos os sonhos e esperanças de gerações de homens e mulheres que esperavam ardentemente a vinda do Messias. Em Maria Deus cumpre as promessas que havia feito a seu povo. O sim de Maria é, acima de tudo, uma grande prova de fé nos desígnios de Deus, que jamais abandona seu povo, e sempre cumpre suas promessas. Com Maria também nós somos convocados a dar o nosso sim cotidiano, às interpelações que Deus nos faz a cada instante de nossa existência.

 Frei Sandro Roberto da Costa, OFM

Petrópolis/ RJ


CRISTO REI (Lc 23,35-43) – 24/11/2013

Jesus, lembra-te de mim… Cenário doloroso: Jesus, pregado à cruz, escarnecido entre dois malfeitores. O povo zombava. A dor do corpo só não era menos do que a dor do abandono. De repente, uma voz já fraca, em suas últimas forças, uma das mais profundas profissões de fé no Reinado do Senhor: “Lembra-te de mim quando vieres em teu Reino!” Lembra-te de mim que nunca fui lembrado… E o Senhor ouviu e acolheu quem nunca foi acolhido: “Ainda hoje estarás comigo no paraíso”. Assim é o Reino de Deus, pelos corações que se abrem a Ele. Seu reino não é imposição, é justiça, paz e alegria no Espírito Santo. Lembra-te de nós!

Frei Leonardo Aureliano, OFM


33º DOMINGO COMUM (Lc 21,5-19) – 17/11/2013

Onde está nossa segurança? Cada vez se veem mais desastres naturais, perseguições, guerras e revoluções… Isso não é porque o fim do mundo está próximo, mas porque o testemunho é ainda e cada vez mais urgente e necessário. Tudo em que colocamos nossa esperança e segurança, fora de Deus, está fadado a ruir. Não são as pedras dos tão bem justificados argumentos e desculpas que com esmero construímos, nem o brilho pálido dos ornamentos de nosso próprio orgulho e vaidade que nos darão vida… Pelo contrário, Cristo é nossa força, e única esperança. Confiando nele, nos desapegamos de todo o resto, de todo o supérfluo, e nem um cabelo sequer de nossa cabeça será perdido, pois de bom grado tudo entregamos pelo Reino.

 Frei Clauzemir Makximovitz, OFM

Petrópolis/ RJ


32º DOMINGO COMUM (Lc 20,27-38) – 10/11/2013

Não só alguns, mas “todos vivem”, afirma Jesus no evangelho de hoje. Estas palavras do Mestre constituem o tema que une as leituras deste domingo. Quando falamos de ressurreição, contudo, devemos prestar atenção para não cairmos nos erros cometidos pelos fariseus e saduceus do tempo de Jesus e nos erros de muitos cristãos nos dias de hoje. O que distingue o cristão das outras pessoas não é uma moral heróica, mas a certeza de estar unido com Cristo, de estar destinado a passar com Ele da morte para a vida. Ressuscitar com Cristo é participar de uma vida nova, de pessoas novas no Senhor. É assim que Ele nos quer: ressuscitados! Afinal de contas, nosso Deus é o Deus dos vivos e não dos mortos.

Frei Alvaci Mendes da Luz, OFM


30° DOMINGO COMUM (27/10/2013) – Lc, 18, 9-14

No evangelho desse domingo percebemos duas posturas orantes diante de Deus. Notemos bem: tanto o fariseu quanto o publicano tinham subido ao Templo para orar. O fariseu fez da sua oração uma maneira de se vangloriar e até menosprezar os outros, fazendo questão de evidenciar que era “melhor” do que os demais. Já o publicano, com um coração contrito e arrependido, sequer ousava levantar os olhos para o céu, reduzindo sua oração às sinceras e belas palavras: “Meu Deus, tem piedade de mim que sou pecador”. Duas posturas, duas orações. No entanto, somente a oração do publicano agradou a Deus e o justificou de todos os seus pecados, pois todo aquele que se humilha será exaltado.

Frei Diego Atalino de Melo, OFM

Guaratinguetá / SP


29° DOMINGO COMUM (20/10/2013) – Lc, 18, 1-18

Rezar sempre. Uma tendência constante em nossa fé: a cada dificuldade, procurar resolver as coisas com palavras mágicas, encantamentos que transformariam qualquer situação, orações fortes para isso e aquilo… No Evangelho de hoje, as personagens principais, viúva e juiz, nos servem de alerta para a importância da oração não é magia. A viúva representa aqui uma grande multidão que diariamente sofre e pede auxílio aos céus. O juiz, ainda que iníquo, atende aos insistentes pedidos da viúva. A perseverança fez com que a prece da mulher fosse ouvida. A lição é rezar sempre, sem nunca desanimar, porque Deus há de ouvir o lamento de quem clama por Ele.

Frei Leonardo Aureliano, OFM

 


28° DOMINGO COMUM (13/10/2013) – Lc, 17, 11-19

Jesus está sempre a caminho de Jerusalém ao encontro do Pai. Dez leprosos vão ao eu encontro e gritam: “Jesus, Mestre, tem compaixão de nós”! Jesus pede que eles se apresentem aos sacerdotes. Enquanto caminhavam ficavam curados. Apenas um deles, e era estrangeiro, voltou glorificando a Deus e, prostrado aos pés de Jesus, lhe agradeceu. A palavra de Deus de hoje nos ensina a sermos gratos. São Paulo nos exorta: “E sede agradecidos”! (Cl 3,15). Todos nós estamos entre os dez leprosos; todos nós fomos curados. Somos capazes de voltar para junto daquele que nos curou, a fim de dar glória a Deus e agradecer o benefício recebido? A fé de um coração agradecido é que salva a pessoa. “Levanta-te e vai! Tua fé te salvou”.

Frei Alberto Beckhauser, OFM

Petrópolis / RJ


MISSA DE NOSSA SENHORA APARECIDA (12/10/2013) – Jo, 2, 1-11

O evangelho de hoje conta o primeiro milagre de Jesus. A transformação da água em vinho nas bodas de Caná. Maria, atenta às necessidades da família, vai interceder junto ao Filho “Eles não têm mais vinho!” Recorrer a Maria é, na verdade, recorrer ao próprio Jesus. É característico de João, sem lhe dizer o nome, apresentar Maria como a “mãe de Jesus”, dando-lhe, assim, esta dimensão maior e real de ser mãe de toda a humanidade. Em Jesus ela nos comunica a vida divina e eterna. Mas, como aconselhou aos serventes, como mãe e primeira discípula de Jesus, também nos lembra que devemos “fazer tudo o que Ele nos ordenar”. No Santuário de Aparecida ou nas Bodas de Caná, Maria é para nós modelo do amor solidário e libertador pelo qual a glória de Deus se manifesta no mundo.

Frei Anacleto Luiz Gapski, OFM


27° DOMINGO COMUM (06/10/2013) – Lc 17,5-10

Uma fé amadurecida gera vida, traz consigo a esperança, e transforma a realidade. Seus frutos aparecerão, e estes, por sua vez, gerarão novos frutos. A fé que “remove montanhas” começa primeiro removendo pequenos montes, transformando nossa vida interior. Aos poucos passa a transformar também a vida das pessoas ao nosso redor. Por isso, a comparação da fé com a semente de mostarda é eficaz. Toda semente, por menor que seja, traz escondida dentro de si toda a dinâmica da vida. Enquanto não se deixa abrir e brotar, enquanto não explode de vitalidade, continua apenas uma semente. Para gerar vida, para dar frutos, a semente precisa se transformar em árvore. Transformar fé em vida, é, acima de tudo, fazer frutificar os dons que o Senhor nos concedeu.

Frei Sandro Roberto da Costa, OFM

Petrópolis /RJ



26° DOMINGO COMUM (29/09/2013) – Lc 16,19-31

A beleza da parábola deste domingo é sem igual. Gostaríamos de nos afixar a um detalhe muito significativo, que nas narrativas das histórias contadas por Jesus talvez este seja o único caso: o nome dos personagens. Neste mundo quem “tem um nome”? Que é conhecido? De quem falam os jornais? Dos ricos, dos que ficaram famosos. Com Jesus, por sua vez, acontece o contrário: na parábola o rico não tem nome e o pobre chama-se Lázaro, que quer dizer “o Senhor ajuda”. O Reino de Deus se faz do empenho pessoal e da busca constante da justiça aqui na terra, no meio dos seres humanos. Todos têm “um nome” para Deus, todos têm os mesmos direitos. Os cristãos não podem se conformar com um mundo de desigualdades e ganância.

Frei Alvaci Mendes da Luz, OFM


25° DOMINGO COMUM (22/09/2013) – Lc 16,1-13

A corrupção é antiga. Já existia no tempo de Jesus, que pega um desses “casos de polícia” e o transforma em parábola. Jesus elogiou no administrador sua rápida decisão diante de uma urgência e sua esperteza em “fazer amigos” que o pudessem acolher depois. Assim nós devemos tomar a decisão de nos converter, não deixando para depois e usar todo recurso que tivermos para fazer valer os valores do Reino de Deus. O Evangelho não quer que todos vivam na miséria. Ninguém vive neste mundo sem dinheiro. Mas alerta que usemos as coisas para fazer o bem aos outros, para “fazer amigos”, sendo mais solidários, menos apegados às coisas, mais disponíveis para partilhar com os outros o que já temos. Buscar a promoção humana. Jesus não condena a riqueza, e, sim, o mau uso que dela se faz.

Frei Germano Guesser, OFM

Gaspar / SC


24° DOMINGO COMUM (15/09/2013) – Lc 15,1-32

Três retratos de Deus. Hoje temos três parábolas: a ovelha, a moeda e o filho perdidos. Nas três aparece o tema da alegria de recuperar algo perdido. Jesus as contou para responder aos fariseus incomodados porque Ele andava com pecadores (como prostitutas e cobradores de impostos). Jesus supera a hipocrisia religiosa que, em nome do que parece santo, justo, nega às pessoas o mínimo para uma vida digna. Das três parábolas, a mais longa é a do filho perdido, ou filho pródigo – ou do Pai misericordioso. Um retrato perfeito do Deus que Jesus veio anunciar: dá total liberdade e cobre de beijos até mesmo o filho que teve sua vida consumida nas desventuras e tropeços da vida. Deus é assim.

Frei Leonardo Aureliana, OFM


23° DOMINGO COMUM (08/09/2013) – Lc 14,25-33

Seguimento radical de Cristo: às multidões que o seguiam, Jesus propõe-lhes o desapego total. A todo aquele que quer segui-lo, Ele exige uma atitude radical de desprendimento de tudo que possa opor-se à sua proposta. É preciso renunciar a todos, a começar pelos parentes mais próximos, para dar preferência à proposta de Jesus. Carregar a cruz exige desprendimento dos familiares, e até mesmo da própria vida. Para ser discípulo de Jesus é preciso renunciar a tudo o que se possui. Ele nos convida à liberdade no relacionamento com as pessoas e à liberdade no uso das coisas, sem a elas se apegar. Todo batizado é chamado a segui-lo, mas com o coração livre, desapegado de todos e de tudo, inclusive da própria vida.

Ir. Jailda Rocha Caetité, CFA

Petrópolis / RJ


21° DOMINGO COMUM (25/08/2013) – Lc 13,22-30

O evangelho deste domingo traz consigo uma boa notícia: a salvação é para todos. Portanto, não existem pessoas ou grupos privilegiados (v. 25-27). Ninguém poderá dizer que tem sua salvação garantida porque pertence a esta ou àquela igreja, porque segue este ou aquele pregador, porque participou de tantas missas ou não sei quantos retiros. Ao mesmo tempo, o Evangelho deixa um alerta: é preciso esforço e empenho para viver na graça de Deus. Esse esforço não pode ser considerado como moeda de troca – isso seria vaidade, arrogância. Tal esforço nasce do respeito, do amor e da fidelidade: “Amo tanto, a Deus que procuro fazer de tudo para viver uma vida digna do batismo que um dia recebi”.

Pe. Marcos Ramalho


ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA (18/08/2013)- Lc 1,39-56

A Solenidade da Assunção de Nossa Senhora revela fundamentalmente duas verdades.  Ao ser elevada ao céu de corpo e alma, Deus mais uma vez revela que o corpo é igualmente sagrado, tão sagrado quanto à alma. Deus se encarnou, se fez corpo; Maria foi recebida aos céus com sua corporeidade, por obra de Deus, “pois Ele olhou para a humanidade de sua serva”.  Portanto, a vida cristã nos ensina a valorizar o corpo, morada do Espírito. A outra verdade que a Solenidade da Assunção nos recorda é a certeza do céu, já garantida pela ressurreição do Senhor. O céu é uma realidade e é nossa meta final: Maria lá está; os santos lá estão e nós um dia estaremos.

Frei João Fernandes Reinert, OFM


19° DOMINGO COMUM (04/08/2013) – Lc 12,32-48

No evangelho deste domingo, Jesus começa fazendo aos seus seguidores, uma exortação: “Não temas, pequeno rebanho”. Justamente porque, no evangelho do domingo anterior, Ele fora duro com seus seguidores com a parábola do rico ganancioso. Neste domingo, somos chamados à vigilância, afinal de contas, o Senhor vem no momento em que menos esperamos. Ele pode chegar a qualquer instante e nós, como bons “administradores”, devemos estar com as lâmpadas acesas, cingidos e “bem acordados”. É interessante que neste dia cada um faça seu exame de consciência e veja como está sua constância na fé diante de Deus e diante de sua comunidade. Todos somos chamados a manter viva em nós a chama do ideal cristão que jamais pode esmorecer.

Frei Alvaci Mendes da Luz, OFM


18° DOMINGO COMUM (04/08/2013) – Lc 12,13-21

Jesus é chamado a ser juiz numa divisão de herança. Recusa-se. Percebe certa injustiça a alguém. Vai à raiz do mal e afirma: “Guardai-vos escrupulosamente de toda a avareza, porque a vida de uma pessoa, ainda que esteja em abundância, não depende de suas riquezas”. Os males vêm da ganancia pelos bens materiais. Os bens deste mundo não são nossos, pertencem a Deus que destinou a todas as pessoas. Jesus ensina que a riqueza não é má; mas acumular só para si é um erro. O agricultor não é censurado porque produziu muitos bens, mas porque acumulou só para si. Não enriqueceu aos olhos de Deus! Paulo lembra: “Vivermos como se tudo tivéssemos, mas, na verdade, nada tendo. No tesouro do céu deve estar nosso coração, e não nos bens deste mundo. A única riqueza: Deus”.

Frei Walter Hugo de Almeida, OFM


17° DOMINGO COMUM (28/07/2013) – Lc 11,1-13

Jesus tem com o Pai uma relação de amor e intimidade. Ao demonstrar isso aos discípulos, gera neles o desejo e o pedido: “ensina-nos a rezar”. Mais do que rezar Jesus ensina a maneira correta de se relacionar com Deus. Deus é Pai e, como filhos, nosso diálogo com Ele deve ser íntimo e amoroso. Jesus dá um modelo para nossa oração cristã. Podemos nos aproximar dele sem medo e apresentar-lhe nossas necessidades e aspirações. Rezar, contudo, gera compromisso. O Pai-nosso ensina não apenas a pedir o pão de cada dia e o perdão dos pecados. É necessário agradecer e bendizer a Deus acima de tudo e fazer sua vontade! Importa aprender a partilhar e perdoar. Viver como irmãos para sermos reconhecidos como filhos e preservados do mal!

Frei Anacleto Luiz Gapski, OFM


16° DOMINGO COMUM (21/07/2013) – Lc 10,38-42

Atualmente nos encontramos envolvidos em tantas coisas, tantos compromissos, atividades, exigências, cobranças, enfim, somos absorvidos pelo tão conhecido ativismo. Cada vez mais temos a impressão de que o tempo de que dispomos já não é o suficiente para fazermos tudo. Diante do evangelho desse domingo Jesus nos questiona se de fato há necessidade de tantas coisas para sermos felizes. “Uma só coisa é necessária”. Perguntemo-nos qual seria essa única coisa necessária. Se tivéssemos que escolher o que levar numa imaginária bagagem existencial, o que de fato não poderíamos deixar para trás? Aprendamos com Maria, pois ela soube escolher aquilo que realmente era essencial.

Frei Diego Atalino de Melo, OFM


15° DOMINGO COMUM (14/07/2013) – Lc 10,25-37

Neste domingo somos confrontados com o ensinamento de Jesus sobre o amor fraterno, maior mandamento da vida cristã. As leituras apresentam dois aspectos principais: o que é amar e a quem dirige nosso amor? As duas perguntas nos levam a uma só compreensão: quem ama descobre logo a quem amar. Isto é, tornar-se próximo do irmão necessitado. O próximo não tem fronteiras de credo, de partido político, de gênero sexual ou etnia. O próximo é aquele que “cruza meu caminho”. Onde posso usar atitudes de misericórdia e compaixão. O amor ao próximo é dever de quem ama a Deus, Paulo e Tiago resumem toda a moral cristã nesse único mandamento.  João nos diz ser impossível amar a Deus sem amar o irmão. O amor verdadeiro é o passaporte a ser apresentado diante de Deus na eternidade.

Frei Germano Guesser, OFM


14° DOMINGO COMUM (07/07/2013) – Lc 10,1-12. 17-20

Jesus inicia a grande viagem rumo a Jerusalém, onde irá consumar a sua obra. Ele escolhe outros setenta e dois discípulos e os envia, dois a dois, à sua frente, para preparar sua passagem. Celebramos hoje o envio missionário de Jesus. Todos os discípulos de Jesus são enviados para preparar a sua chegada e sua passagem de libertação salvadora. Somos convidados também a rezar para que o Senhor envie trabalhadores para a colheita. Que haja muitos operários do Reino, para que o Reino de Deus se aproxime. A Comunidade de fé pede também que cada semana os cristãos possam voltar contentes à comunidade eucarística e contar o que o Senhor realizou através deles e, assim, dar graças pelas maravilhas operadas por Deus.

Frei Alberto Beckãnser, OFM


SÃO PEDRO E SÃO PAULO (30/06/2013) – Mt 16, 13-19

“Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo!” Proclamar e reconhecer isso em nossa vida é o que dá firmeza, o que solidifica e sustenta nossa própria fé. Tu, que isto proclamas sem receio, que isto vives e nisto pautas tua vida, tu és rocha firme da comunidade, sobre teu testemunho a família de Deus floresce, pois a fé opera pelo testemunho e constrói o Reino… E nós, que dizemos de Cristo? Sequer nos pronunciamos sobre Ele? Não falo de discursos, mas nossa vida é testemunho do que exatamente? Pedro é o primeiro dos apóstolos, porque dá testemunho como tal (e talvez enquanto dá testemunho como tal). Paulo descobriu em sua vida o que realmente vale a pena seguir. E nós, sobre o que gritamos e pelo que lutamos?

 

Frei Clauzemir Makximovitz, OFM


12° DOMINGO COMUM (23/06/2013) – Lc 9,18-24

Condições para seguir Jesus. Jesus que saber sobre o que dizem as pessoas a seu respeito, mas também quem Ele é para os discípulos. Após a resposta de Pedro, Ele pede segredo e revela que seu messianismo se dá, sobretudo, no sofrimento da Paixão. Propõe a todos que desejam segui-lo a renuncia de si mesmo e a tomar a sua cruz cada dia. O caminho do discipulado exige uma atitude de despojamento constante e perseverante no cotidiano da vida. Primeiro o discípulo é convidado a fazer a experiência com o Senhor, a reconhece-lo como Messias e, assim, a se despojar de si mesmo. Cada dia é preciso dizer sim à proposta de Jesus. Cada dia é preciso recomeçar, colocando-se atrás de Jesus e renunciando a si mesmo.

Ir. Jailda Rocha Caetité, CFA


11° DOMINGO COMUM (16/06/2013) – Lc 7,36-8,3

Diante do erro e a da culpa muita gente tende a se esconder ou, de alguma forma, justificar-se. Agindo assim impedimos a ação de Deus e do seu perdão. Na liturgia desde domingo somos chamados a reconhecermos nossas culpas, nossas misérias e necessidade de amparo por parte de Deus. As três leituras mostram que a Igreja não é composta de “justos”, “perfeitos”, mas de pecadores que foram perdoados e que sabem estar sempre necessitados do perdão de Deus e dos irmãos. Esconder-se sobre ritos e normas legais, como faziam os fariseus, pode até parecer bonito externamente aos olhos dos outros, mas demonstra grande incapacidade de amar aos olhos de Deus.

Frei Alvaci Mendes da Luz, OFM


10° DOMINGO COMUM (09/06/2013) – Lc 7,11-17

Ao entrar em Naim, Jesus e os seus se deparam com o enterro de um jovem, filho único de uma viúva. Os que seguem a Jesus é gente radiante, alegre. No outro cortejo, pessoas tristes, chorosas. Esperança cristã de um lado; do outro, o caminho de pessoas sem esperança. Compadecido, Jesus vai ao encontro da viúva e diz: “Não chores”. Toca no esquife: “Levanta-te!”. O menino volta à vida. O choro vira alegria. Os dois grupos se unem e glorificam o Senhor: “Um grande profeta surgiu entre nós, Deus visitou seu povo!” A morte não é o fim! A ressureição muda-a em nascimento. Devemos testemunhar estas palavras consoladoras: “Não chores!” Nossa missão é o consolo divino aos que sofrem. Deus nos dá forças e a sua graça para sermos bálsamo de amor, caridade, misericórdia para com todos os que sofrem.

Frei Walter Hugo de Almeida, OFM


9° DOMINGO COMUM (02/06/2013) – Lc 7,1-10

O centurião romano se despe das vestes do poder e da fama. E, revestido de humildade, movido por um gesto de humanidade e com uma fé segura, se aproxima de Jesus para pedir a cura de um servo doente. Ele já dera provas de sua bondade e misericórdia pelas boas obras realizadas em favor do povo judeu. Ciente de sua condição de pagão julga-se indigno de receber Jesus em sua casa. Porém, reconhece o poder de Jesus e a força salvífica de sua Palavra: “Dize uma só palavra e meu servo será curado!”. Jesus elogia e recompensa sua profissão de fé – que superou em muito a dos judeus – e lhe concede a cura do servo. Lucas mostra, assim, que o Reino de Deus não veio para uns poucos escolhidos. Ele chegou para todos os que o acolhem com humildade!


CORPUS CHRISTI (Lc 9, 11b-17) – 29/05/2013

Diante da multidão faminta e privada de tudo o que lhes era necessário, os discípulos são tentados a despedi-la e entregá-la à própria sorte. Todavia, Jesus ensina que precisamos nos tornar responsáveis pelos nossos irmãos: “Dai-lhes vós mesmos de comer”. Ainda sem entender o verdadeiro mistério do Reino que estava sendo construído, os discípulos são instruídos por Jesus a realizar o verdadeiro milagre da partilha. Bastaram cinco pães e dois peixes para matar a fome de mais de cinco mil homens. Eis o verdadeiro mistério da Eucaristia que hoje celebramos. Transformar o nosso coração para nos fazer acreditar que o milagre somente acontece quando somos capazes de partilhar e de dividir.

Frei Diego Atalino de Melo, OFM

Guaratinguetá/ SP


SANTÍSSIMA TRINDADE (Jo 16, 12-15) – 26/05/2013

Nos textos evangélicos Jesus fala do Pai e do Espírito. Os três formam a família divina. Por isso, quando você pensar em Deus, não imagine alguém sozinho. Deus é comunhão, relacionamento; jamais suportaria viver sozinho. Sua alegria é existir com outros e para os outros. Por isso, cremos que Deus é família: Deus é Pai, Filho e Espírito. O Espírito é o abraço carinhoso entre o Pai e o Filho – um abraço que se estende e envolve todas as criaturas. Celebrar a festa da família divina é trabalhar pela reconciliação        de todos os povos, pelo fim de todas as divisões e conflitos; trabalhar para que a humanidade se torne, um dia, verdadeira família: um único Espírito.


PENTECOSTES (Jo 20, 19-23) – 19/05/2013 

Celebramos hoje a grande festa cristã: pentecostes, intimamente associada à ressurreição e à ascensão do Senhor. Ressurreição, ascensão e pentecostes são momentos de um único e mesmo mistério de fé. O Deus que ressuscitou, voltou para sua glória, a eternidade (ascensão), mas sem se distanciar dos seus filhos. Permanece no meio de nós, agora na Pessoa do Espírito Santo (pentecostes). O grande sentido da festa de hoje está no amor que Deus tem para cada um de nós. Ele é apaixonado pelo ser humano, como alguém que ama e não quer viver longe da pessoa amada. Jesus vai pra junto do Pai, mas não quer nos deixar. O mesmo Espírito que Ele recebe do Pai agora Ele transmite a nós. 


ASCENÇÃO DO SENHOR (Jo 24, 46-53) – 12/05/2013

 “A evangelização é a razão de ser da Igreja”. Esta é a grande afirmação do Papa Paulo IV, no documento Evangelli Nuntiandi (1975). Neste trecho do Evangelho segundo Lucas, antes de partir definitivamente para o Pai, Jesus dá aos apóstolos e discípulos as últimas instruções, para que possam ser seus verdadeiros anunciadores. A pregação deve ser alicerçada nas Escrituras, e o anuncio do perdão e da conversão devem ter a primazia. Porém, é o testemunho de vida dos que anunciam que deve falar mais alto: é a partir da vivencia do Evangelho, de uma fé transformada em vida, em gestos concretos de amor, solidariedade e fraternidade, que a Igreja e os cristãos podem convencer e converter aqueles que ainda não fizeram sua opção por Jesus.

Frei Sandro Roberto da Costa, OFM

Petrópolis/ RJ 


6º DOMINGO DA PÁSCOA (Jo 14, 23-29) – 05/05/2013

 “Se alguém me ama, guardará minha Palavra e meu Pai o amará e a Ele viremos e nele estabeleceremos morada”. A prova de que amamos a Deus é se de fato colocamos em prática aquilo que Ele nos pede. Não bastam somente orações ou discursos vazios. É necessário observar os ensinamentos de Jesus. Consequentemente, essa Palavra irá se tornar Vida, pois o Verbo fez e faz-se carne e continua a habitar entre nós. Nossa vida torna-se então plena de sentido, pois nos tornamos morada do próprio Deus. Que possamos fazer a experiência de acolher a Palavra de Deus, colocando-a em prática e sentindo em nós a presença daquele que é o único capaz de preencher a nossa existência.

Frei Diego Atalino de Melo, OFM

Guaratinguetá/ SP


5º DOMINGO DA PÁSCOA (Jo 13, 31-33ª. 34-35) – 28/04/2013

O novo mandamento: após lavar os pés dos discípulos, Jesus fala da sua glorificação e nela a do Pai. Ele partirá, mas deixa seu mandamento essencial: “Assim como eu vos amei, amai-vos também uns aos outros” (v. 34). Esse é o novo mandamento, o mandamento do amor. É novo porque dever ter como modelo o amor que Jesus demonstra pelos discípulos. O amor gratuito, doação, na entrega total de si mesmo, no serviço, em benefício da humanidade, sem nada pedir em troca. O discípulo será reconhecido como tal pela prática desse amor. Assim como Ele, cada cristão é chamado a glorificar o Pai, amando gratuitamente, até o fim e tornando esse amor-doação concreto (lava-pés) no cotidiano da vida.

Ir. Jailda Rocha Caetité, CFA


4º DOMINGO DA PÁSCOA (Jo 10, 27-30) – 21/04/2013

Domingo do bom pastor: no tempo de Jesus eram comuns os rebanhos de ovelhas. A relação entre pastor e ovelhas era tão intensa que chegavam a reconhecê-lo só pela voz. Ele usa esta imagem para responder aos judeus que queriam saber quem Ele era. Diferente as ovelhas que têm intimidade com seu pastor, para eles Jesus era um estranho. Suas ovelhas ouvem sua voz. Muitas vezes acreditamos que a pertenças a um grupo religioso é garantia de que somos do rebanho dele. Jesus é taxativo: minhas ovelhas escutam minha voz, eu as conheço e elas me seguem. Mais do que a pertença legal ao Povo de Deus, importa a pertença existencial, adesão profunda: ouvir a voz do Bom Pastor e segui-lo.


3º DOMINGO DA PÁSCOA (Jo 21, 1-19) – 14/04/2013

Simão, filho de João, tu me amas? Pedro busca retomar sua vida, volta a pescar, desiste do sonho do Reino? Tenta preencher o vazio da dúvida fazendo o que sabe fazer, o que lhe dá segurança. Mas não há segurança fora do Caminho que é Jesus Cristo, e o Evangelho não é fantasia! Nem a pesca é garantia. Sozinhos, nem o pão diário conseguimos. Este também é dom de Deus pelo trabalho. Mas Jesus não está morto. A dúvida da solidão não resiste! E o próprio trabalho é transfigurado pelo encontro com o Mestre. O reencontro é mais intenso que a falta sentida. Três vezes o compromisso assumido por amor… Amor que compensa e perdoa a falta de fé e o abandono. Amor que só pode ser expresso no novo e eterno convite: Segue-me!

Frei Clauzemir Makximovitz, OFM


2º DOMINGO DA PÁSCOA (Jo 20, 19-31) – 07/04/2013

É natural que as portas estivessem fechadas, que o medo rondava o coração dos discípulos, pois aparentemente tudo tinha terminado: estava morto. Aquele sobre o qual os discípulos tinham apostado a própria vida. Contudo, eis que de repente Cristo, morto pela maldade humana, aparece ressuscitado entre eles. Não somente aparece, mas lhes transmite paz, lhes dá o Espírito Santo, lhes oferece o perdão. E mais: quer transmitir essa mesma vida aos seus discípulos amados. Tomé que não estava presente tem dificuldade de acreditar: necessita de provas. No entanto, em outro momento, ele mesmo faz a experiência do Deus vivo. A partir daí incredulidade dá lugar a profissão de fé. É preciso que façamos a experiência de Deus, ainda que às vezes ela se dê em meio à dúvida.

Frei João Fernandes Reinert, OFM


1ª SEXTA-FEIRA DO MÊS DE ABRIL – 05/04/2013

Falando ao coração – Tomé. “Jesus disse a Tomé: Felizes os que acreditarem sem ter visto” (Jo 20-29). Tomé teve dificuldades em crer que Jesus estava vivo e ressuscitado. Nossa vida pode parecer também noite escura. Estamos caminhando, muitas vezes, sem enxergar claramente. Podemos ter a sensação de estarmos abandonados e perdidos. Caminhando, andamos, mas não conseguimos encontrar o destino. Com a sua paixão, morte e ressurreição, Jesus nos ensina como devemos confortar o coração. Precisamos, com coragem, passar da morte à vida. Agora já não estamos mais sozinhos e perdidos. Temos alguém que nos acompanha e que enche de certezas o nosso coração.

Pe. Antônio Francisco Bohn


PÁSCOA DO SENHOR (Jo 20, 1-9) – 31/03/2013

A celebração anual da Páscoa se dá propriamente na Vigília Pascal. O Domingo da Ressurreição do Senhor é como que um coroamento da grande solenidade. O Evangelho resume bem a mensagem pascal. Maria Madalena foi ao túmulo e viu a pedra retirada do sepulcro. Pedro e João encontram o túmulo vazio e compreenderam a Escritura, segundo a qual Jesus devia ressuscitar dos mortos. O resultado é o encontro com o Cristo ressuscitado. Retirando a pedra do túmulo e deixando um túmulo vazio, Jesus abriu as portas da eternidade para todo ser humano. Os que fazem a experiência do encontro com o Ressuscitado, como Maria Madalena e os discípulos de Emaús, tornam-se seus mensageiros. Chegou a nossa vez de anunciar o Ressuscitado.


VIGÍLIA PASCAL (Lc 24, 1-12) – 30/03/2013

O túmulo vazio é uma pista interessante para a nossa fé. Se não temos o corpo, precisamos encontra-lo, e não descansaremos enquanto isso não acontecer. Agora, se temos o corpo, podemos ficar despreocupados. Mas é aí que mora o perigo! Quando sabemos exatamente onde o corpo se encontra, já não sentimos a necessidade de busca-lo. Sabemos onde ele está e isso nos basta. Jesus, porém, não nos quer tranquilos. Ele nos quer em movimento, em ação. Por isso o túmulo está vazio! Jesus quer ser encontrado em outros lugares. O Ressuscitado nos convida a procura-lo em cada pessoa que está ao nosso redor. Devemos busca-lo sempre, especialmente entre os que mais sofrem – os crucificados deste mundo.

Padre Marcos Ramalho 


PAIXÃO DO SENHOR (Jo 18, 1-19,42) – 29/03/2013

Ele sofre. Paixão é sofrimento. Sexta-feira da Paixão é celebração da entrega dolorosa do Senhor. Ano a ano, repetimos com o povo que não o aceitou: “Crucifica-o” Beijamos a Cruz e nos envergonhamos do bem que não fizemos. E o crucificamos. Não é apenas um ritual! Ele continua tendo seu sagrado corpo rasgado por cravos e lanças em crianças desnutridas, mortas nos ventres de suas mães ou nas sarjetas, em jovens violentadas, em pais sem emprego nem pão para seus filhos, em idosos abandonados, nos presos degradados, em marginalizados, em famintos de todos os cantos, são milhões. Milhões de cravos e lanças pelos quais Jesus pede ao Pai que nos perdoe, pois não sabemos o que fazemos.

Frei Leonardo Aureliano, OFM


CEIA DO SENHOR (Jo 13, 1-15) – 28/03/2013

O Evangelho inicia mostrando para nós o amor de Jesus pelos seus. Este amor que é manifestado no gesto de lavar os pés. Gesto proibido aos mestres e até mesmo aos escravos, porque seria uma humilhação. Com esse gesto simbólico-profético, Jesus nos revela o amor-doação. O rosto de Deus-amor que se dá. E assim, do amor nasce o mistério da Eucaristia, do Sacerdócio e o Novo Mandamento. Este é o jeito de Deus amar, é o jeito de Deus servir, entregando-se a nós, por amor. Serviço exercido no amor-doação, na humildade Jesus nos ensina que precisamos levar uma vida de servos, propõe-nos o seu serviço como exemplo. Portanto, todo cristão é chamado a amar e, por amor e no amor, a lavar os pés uns dos outros, como fez Jesus.

Ir. Jailda Rocha Caetité, CFA

Petrópolis / RJ 


DOMINGO DE RAMOS (Lc 19, 28-40) – 24/03/2013

Com o Domingo de Ramos estamos iniciando novamente o caminho espiritual de Jesus, que se fez servo solidário com a humanidade sofredora. Jesus entra na cidade cavalgando um jumento, sem cavalos e carros de guerra, sinal de humildade e mansidão. Jesus identifica-se em tudo com o Servo Solidário da mensagem de Isaías (50, 4-7), particularmente, ao interceder pelos  transgressores, pedindo perdão por eles ao Pai. Esse perdão é oferecido já por Jesus, mediante a cura, àquele agressor que tivera a orelha decepada. Repete-se ao fixar o olho de Pedro, após as negações, para leva-lo ao arrependimento.  Intensifica-se na cena de malfeitores em que ao ladrão é concedida a graça do paraíso e estende-se a todos os responsáveis pela sua execução: “Pai, perdoa-lhes; não sabem o que fazem!”

Frei Germano Guesser, OFM

Gaspar/ SC


5º DOMINGO DA QUARESMA (Jo 8, 1-11) – 17/03/2013

Levando a Jesus uma mulher adúltera, escribas e fariseus a ele perguntaram: “A lei manda apedrejar mulheres, como esta, o que dizes?” Jesus rabisca o chão, ergue-se e diz: “Quem dentre vós estiver sem pecado, atire a primeira pedra!” Desmascarou os acusadores. Foram-se embora. Não disse a sentença, não condenou a pecadora. Ao contrário: ama-a, embora deteste o pecado. Por isso Ele diz: “Vai em paz, não peques mais!” – Pare com isso, não estrague tua vida por um instante de prazer. Reprova o que ela fez, mas perdoa. E aponta o caminho: pecar, não mais! Adverte-nos a jamais atirarmos “pedras”: elas ferem, machucam, deixam marcas fundas. Espalhar erros é mórbido prazer. Triste é pecar ; pior é divulgar o pecado. A nossa missão: perdoar, ganhando assim o irmão para o Reino.

 

Frei Walter Hugo de Almeida, OFM


3º DOMINGO DO ADVENTO (Lc 3, 10-18) – 16/12/2012

O Evangelho de hoje mostra alguns requisitos fundamentais para se construir uma nova história, a mudança de vida, tais como: a partilha, o não acúmulo, o perdão, cultivar um espírito generoso, não ser corrupto. Requisitos estes, importantes para o seguimento de Jesus Cristo, aquele que há de vir. O advento é sempre um tempo propício para refletirmos sobre nossa vida. Como estamos vivendo nossa fé? Como assumimos nosso batismo? Onde posso ser melhor? Perguntas que devem sempre nos levar a uma conversão, uma mudança de vida. Preparar os caminhos para a vinda do Senhor, preparar nosso coração para o nascimento do Salvador. Que nossa comunidade eclesial seja manjedoura aconchegante para todos que dela se aproximarem.

Frei James Luiz Girardi, OFM


2º DOMINGO DO ADVENTO (Lc 3, 1-6)

Pregação de João Batista. João prepara o povo “pregando um batismo de conversão para o perdão dos pecados”. Ele é a voz que clama no deserto. Convida todos à conversão interior. Prepara o coração para ser morada de Deus; insiste na mudança de vida, em deixar de procurar os próprios interesses e voltar para o Senhor. Deus oferece a salvação a todas as pessoas, em todos os tempos. Somos chamados a voltar o coração para Ele. Precisamos nos vigiar para não ocuparmos nosso coração com muitas coisas e esquecermos o essencial. O cristão todos os dias, é convidado á conversão, a ser a voz que clama nos “desertos” de hoje e que busca aplainar os caminhos pela prática da justiça e do amor, do perdão e da misericórdia.

Ir. Jailda Rocha Caetité, CFA

Petrópolis / RJ


1º Domingo do Advento (02/12/2012) – Lc 21, 25-28. 34-36

Neste domingo damos início ao Tempo do Advento. Tempo dedicado à reflexão e preparação para a chegada do Senhor. Hoje lemos o capítulo 21 do Evangelho de Lucas que é um apocalipse. É uma linguagem usada para tempos difíceis, cuja finalidade é animar as comunidades para a denúncia profética e resistência diante das dificuldades. E em nossa caminhada, cheia de conflitos, somos chamados a levantar a cabeça e ficar de pé, pois o Cristo, tendo vencido as forças da morte, está vivo e virá para nos salvar definitivamente. Por isso, Jesus nos pede vigilância ao sentido de discernimento, lucidez, senso crítico em relação à sociedade e aos acontecimentos da história. Vigilância esta que é sempre acompanhada pela oração.

Frei Germano Guesser, OFM

Gaspar/SC


CRISTO REI (25/11/12) – Jo 18, 33b-37

Jesus é Rei, mas um rei diferente de todos aqueles que a história humana já conheceu. Não era movido pela vaidade, nem pela cobiça. Não era escravo e também não escravizou ninguém. Jesus era livre e queria que todos fossem livres. (E livre é aquele que serve, não o que é servido. Aquele que é apenas servido torna-se vítima de sua própria vaidade, de sua própria mesquinhez. E Jesus nunca foi mesquinho; ao contrário, Jesus nos ensinou que a vida deve ser compartilhada: vivida com os outros e para os outros). O Filho de Deus assumiu plenamente nossa humanidade para que pudéssemos, nele e com Ele, redescobrir nossa identidade e vocação divinas. Que sejamos dignos desse chamado.

Pe. Marcos Ramalho

Limeira/SP


 33º Domingo Comum (18/11/2012) – Mc 13, 24-32

Jesus, no Evangelho deste domingo, nos dá uma bela lição sobre as tantas especulações existentes atualmente relacionadas ao fim dos tempos. Em vez de perder tempo com imaginações e incertezas sobre o fim, Jesus nos convida a confiar na sua Palavra, na sua Presença, que permanece sempre. “Céus e terra passarão, mas minhas palavras não passarão”. Por vezes, a preocupação com um futuro distante atrapalha-nos a perceber a ação de Deus na história. Esperar, sim, no futuro de Deus, mas sem deixar passar despercebido o agora de Deus, é o que nos ensina a parábola da figueira. O verde das folhas brotando são sinal de um novo tempo já iniciado. E Jesus é o sinal desse novo tempo já se realizando.

Frei João Fernandes Reinert, OFM


32º Domingo Comum (11/11/2012) – Mc 12, 38-44

Deus não pede muito, pede tudo! Ou então, pede apenas o melhor. A verdadeira religião ou piedade dispensa exageros e ostentação. A crítica de Jesus aos escribas e aos ricos não se referia às suas esmolas, mas ao modo como o faziam: queriam se exibir e chamar a atenção. Davam grandes quantias – que lhes eram supérfluas – e que muitas vezes provinham da injustiça e exploração dos mais pobres. Jesus faz aos discípulos uma séria advertência contra a falsidade do coração. Para Deus, o que conta não são as ações em si, mas o espírito com que são feitas. A esmola da viúva merece o reconhecimento e o elogio de Jesus por representar sua própria vida e o melhor de seu coração. Para que nossa oração e nossa esmola sejam feitas na pureza do coração e libertas de todas as vaidades exteriores…

 Frei Anacleto Luiz Gapski, OFM


 TODOS OS SANTOS (04/11/2012) – Mt 5, 1-12a

 

Esta solenidade comemora a todos os que, desde o início da história, procuraram viver no espírito das bem-aventuranças. Não só os santos canonizados ou beatificados, mas os que no precederem na fé e conhecido a Cristo, viveram honestamente na prática do bem. São os pobres de espírito. São os aflitos que foram consolados, os mansos, os que tiveram fome e sede de justiça, os misericordiosos, os puros de coração, os que promoveram a paz e, finalmente, os que foram perseguidos por causa da justiça. E fica o convite: “Bem aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem por causa de mim!” Devemos alegrar-vos e exultar, porque será grande a nossa recompensa nos céus.

 Frei Alberto Beckhauser, OFM


 

EXPLICAÇÃO DA LITURGIA DOMINICAL

30º Domingo do tempo comum (28/10/2012) – Mc 10, 46-52

Hoje o Evangelho nos apresenta o cego Bartimeu que implora ao Senhor a cura e obtém não só aquela física, mas, sobretudo, a espiritual. É um episódio vivo. O envagelista Marcos gosta de narração breve e de grande impacto. O tema é certamente o seguimento, que se contrapõe com a “cegueira” dos discípulos. Entre eles e o cego também somos convidados a fazer um confronto. Não podemos hesitar, não compreender, nos tornar “cegos” diante dos pedidos de Jesus. Bartimeu não deixa escapar a ocasião e, ao perceber que passava Jesus, vê com o coração melhor do que todos. Nutre fé e esperança, por isso, logo recuperou a visão e pôs-se seguir Jesus ao longo da estrada, O impossível não se mede pela força do ser humano, mas pela grandeza do dom de Deus, capaz de transformar a pessoa limitada em discípula corajosa.

 Frei Luiz Henrique F. de Aquino, OFM

São Paulo/SP


 29º Domingo do tempo comum (21/10/2012) – Mc 10, 35-45

A vida na glória com Cristo não é uma conquista por mérito, capacidade ou eficiência humana. Estar “à direita ou à esquerda de Jesus” é pura graça de Deus. Podemos até nos assemelhar a Cristo em nossa caminhada de fé, “bebendo o cálice que Ele bebeu” ou “sendo batizado com o seu Batismo”. Mas não haverá nada “reservado” de antemão quando buscamos privilégios em detrimento de outros. Cabe a cada um de nós amar e servir de forma gratuita, ou seja, levar uma Vida Eucarística: entregar-se totalmente por amor; consumir-se por amor a Deus; ser o sustento do meu próximo. Desta forma, estar “à direita ou à esquerda de Jesus” deixa de ser conquista de privilégios e passa a representar aqueles que se aproximaram na semelhança a Jesus na Eucaristia.

 

Frei Roberto ishara, OFM


 28º Domingo do tempo comum (14/10/2012) – Mc 10, 17-30

Estamos diante de um evangelho vocacional. O diálogo do jovem rico com Deus nos chama atenção sob diversos aspectos, principalmente porque o seguimento implica exigências. No jovem rico ele fixa um olhar carinhoso, afetuoso, porque percebe que seu coração está preparado para um vôo mais alto e então lhe dirige um convite decisivo: “Vai, vende tudo o que tens.” Jesus pede do jovem um “algo a mais” do que apenas cumprir os preceitos. São Francisco de Assis se encanta com esse algo a mais exigido dele e responde decididamente “é isso que eu quero”. Que possamos responder sim ao apelo que Ele nos faz e que possamos abraçar a sua proposta, como fez São Francisco e como fizeram tantos outros antes de nós.

 Frei Alvaci Mendes da Luz, OFM


27º Domingo do tempo comum (07/10/2012) – Mc 10, 2-16

Na escola de Jesus aprendemos que as coisas que são seladas com o amor e a benção de Deus jamais podem se dissolver. Ao falar do matrimônio, Jesus afirma que aquilo que é unido por Deus nenhum ser humano pode separar. Mais do que um imperativo moral ou rigorismo legal, Jesus quer mostrar que, se de fato, queremos seguir segundo a vontade de Deus, é preciso passar a ver nossas realidades a partir dos olhos da fé. Que diante das dificuldades conjugais e familiares saibamos que nossas famílias foram unidas e concebidas pelo próprio Deus. Que não cedamos aos apelos da sociedade que cada vez mais tenta relativizar a importância e a graça que é ter uma família.

Frei Diego Atalino de Melo, OFM